Quem manda no vinho brasileiro?

Quem manda no vinho brasileiro?

Por Ana Leal · Boletim Tanin #27 (2026-09-08)

A Ideal.Bi, principal consultoria de dados do setor no país, publicou o retrato, e ele é mais concentrado do que parece: o Brasil tem mais de mil vinícolas, e dez empresas respondem por 64% de tudo o que as vinícolas brasileiras faturam. Por participação no faturamento:

  1. Campestre, 21,2%
  2. Aurora, 9,2%
  3. Fante, 8,0%
  4. Zanlorenzi, 5,9%
  5. Salton, 4,6%
  6. CRS Brands, 3,4%
  7. Miolo Wine Group, 3,4%
  8. Mioranza, 2,6%
  9. Goes, 2,6%
  10. Basso, 2,6%

Escritos assim, metade desses nomes não diz muita coisa. Dizem quando você olha o que cada um coloca na gôndola. A Campestre, líder isolada, é a dona da Pérgola, o vinho mais vendido do Brasil pelo 12º ano consecutivo. A Fante faz o Quinta do Morgado. A Zanlorenzi, do Paraná, faz o Campo Largo. A CRS Brands faz o Dom Bosco. A Salton, além da linha que leva o próprio nome, faz o Chalise. A Aurora, segunda maior empresa do país, é a dona do Sangue de Boi. O Miolo Wine Group carrega o Miolo e o Almadén. Mioranza, Goes e Basso vendem sob o próprio nome.

_(Fontes: Ideal.Bi / IBHub | a marca de cada empresa checada por nós nos sites dos fabricantes)

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